Dois funcionários da Equatorial Goiás foram indiciados por fraude processual no inquérito da morte de João Victor Gontijo de Oliveira, de 10 anos, em Anápolis, em setembro passado. A criança morreu após choque elétrico causado por um cabo energizado. Segundo o relatório final da Polícia Civil de Goiás (PC-GO), ambos seriam responsáveis pela apresentação à autoridade policial de um cabo de fibra óptica identificado com plaquetas da prefeitura de Anápolis, afirmando falsamente que aquele seria o cabo causador do choque fatal. A investigação não conseguiu identificar um responsável direto para responder por homicídio culposo. O POPULAR acessou o relatório final sobre a morte de João Victor. O documento foi assinado em 24 de janeiro pela delegada Aline Rodrigues Lopes Martins Cardoso, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis. O documento chegou à conclusão de que a ação dos funcionários da Equatorial teve como fim induzir a erro os peritos criminais e a autoridade policial, desviando a investigação e atribuindo falsamente a responsabilidade ao poder público municipal. A polícia concluiu que a morte foi causada por uma série de falhas técnicas e omissões, incluindo instalação irregular de cabos e falta de fiscalização.