O Instituto Nacional do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) avalia um pedido para abrir um processo de tombamento do sítio arqueológico de petróglifos de Mara Rosa, município no Norte de Goiás. Caso o local seja tombado, ele passará a receber recursos e políticas de preservação, além de poder fomentar o turismo na região e o aumento da visibilidade do município. Os desenhos rupestres estão cravados em pelo menos sete rochas e apresentam um estilo único, com formas abstratas e símbolos que não podem ser definidos pela nossa cultura. “Os petróglifos representam um sítio arqueológico de importância ímpar para Goiás e de grande relevo para o Brasil”, considera o Iphan. O pedido, apresentado em reunião com o presidente nacional do Iphan, Leandro Grass, foi feito pela prefeitura do município e pelo arqueólogo e pesquisador Valmir Manoel Mendes Junior, que levou sua tese de mestrado intitulada “Mara Rosa: Proposta para um Novo Estilo de Gravuras Rupestres no Estado de Goiás”, defendida na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). “Esse estudo não apenas destaca o valor excepcional do sítio arqueológico, mas também oferece informações substanciais que posicionam os petróglifos de Mara Rosa como um dos mais importantes do estado de Goiás no contexto das gravuras rupestres”, diz o autor.