Acusado de ser um criminoso em série em Rio Verde e investigado formalmente por três feminicídios, três estupros e dois desaparecimentos de mulheres, Rildo Soares dos Santos, de 33 anos, tinha pelo menos três uniformes de gari os quais ele revezava para sair de madrugada supostamente atrás de vítimas, sem ser importunado pela polícia nem assustar as mulheres que atacava. No geral, as vítimas viviam em situação de extrema vulnerabilidade, algumas já alvo de outros agressores, o que fez a Polícia Civil, em dois dos casos investigados, inicialmente ter prendido dois homens pelas mortes. A Polícia Civil não sabe como Rildo conseguiu os uniformes, que pertenciam a uma empresa que presta serviços de limpeza urbana para a prefeitura de Rio Verde. O suspeito tinha muitos amigos na empresa e tentava constantemente um emprego lá. As vestimentas estavam com manchas que podem ser de sangue e vão passar por perícia para tentar identificar alguma relação com as vítimas, principalmente as desaparecidas. O delegado Adelson Candeo Júnior, titular do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Rio Verde, diz que o próprio Rildo admitiu que usava o uniforme para despistar. “Ele nunca foi parado na rua. Quem o via pensava que ia trabalhar.”