A suspensão na produção de radiofármacos acarretada por uma tentativa de ataque cibernético ao Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), autarquia gerida pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), tem impactado ao menos 800 pacientes em tratamento de câncer ou em espera para realização de exames diagnósticos ou de acompanhamento em Goiás. Com a fabricação interrompida no fim de março e a previsão de retomada somente para o fim da próxima semana, o sofrimento tem sido frequente para parte dos afetados. As tentativas de ataque à rede do instituto ocorreram na sexta-feira (28) e foram divulgadas pela Cnen dois dias depois, quando foi informada a suspensão temporária na produção e no fornecimento dos radiofármacos. Na ocasião, foi informado que “a segurança física, radiológica e nuclear não foram afetadas”, mas, para preservar o sistema, “foi necessário desconectar a rede do instituto do ambiente externo”. Dentre os radiofármacos que tiveram a fabricação e distribuição afetadas estão aqueles chamados de meia-vida superior a duas horas, tais como o iodo-131, lutécio-177, tálio-201, Guan-IPEN-131, gerador de tecnécio-99m e citrato de gálio-67.