O Redemob Consórcio, que reúne as empresas concessionárias do sistema de transporte público da região metropolitana de Goiânia, quer repassar para a tarifa técnica do transporte coletivo cerca de R$ 123,7 milhões que alega ter de despesa prevista ao assumir o gerenciamento semafórico das vias públicas da capital no triênio 2026/2028. Entretanto, quando assumiu a gestão dos semáforos por meio de um acordo de cooperação técnica (ACT) assinado em abril de 2025 com a Prefeitura de Goiânia, o consórcio havia se comprometido a bancar com seus recursos as despesas dos serviços a serem executados. A manutenção e atualização do parque semafórico de Goiânia era – até a assinatura do ACT – responsabilidade da Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET), que patinava desde 2022, ainda na gestão do então prefeito Rogério Cruz (SD), para tentar concluir uma licitação para contratar empresas que cuidariam do serviço por um valor estimado em 2024 em R$ 53 milhões por ano. O acordo com o RedeMob serviu para agilizar a contratação dessas empresas, já que, por se tratar de consórcio privado, não há necessidade de processo licitatório. A Dataprom Equipamentos e Serviços de Informática, de Curitiba, que estava perdendo a licitação, foi contratada pelo consórcio.