O Iphan avalia que o reconhecimento deve ampliar a visibilidade do território e atrair mais visitantes interessados em experiências culturais e contato com a natureza (Mariana Guimarães) O processo de tombamento do território quilombola Kalunga, na região da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, marca uma nova etapa para a preservação cultural, a proteção do território e o fortalecimento do turismo de base comunitária. A iniciativa, conduzida em parceria entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Sebrae, é considerada inédita no país e pode se tornar modelo nacional para o reconhecimento de patrimônios culturais quilombolas. O território Kalunga é um dos maiores quilombos do Brasil, com cerca de 262 mil hectares distribuídos entre os municípios de Cavalcante, Teresina de Goiás e Monte Alegre, reunindo aproximadamente 39 comunidades e mais de 3 mil pessoas diretamente beneficiadas pelo projeto.