Os 55 trabalhadores que viviam em situação análoga à escravidão comiam no chão em uma fazenda de Cezarina, no sul de Goiás, segundo a auditoria do Ministério Público do Trabalho (MPT). De acordo com o MPT, o grupo, composto por 46 homens e 9 mulheres, atuava na extração de palha de milho para a produção de cigarros. O POPULAR entrou em contato com o empregador, na última segunda-feira (27), para pedir um posicionamento sobre o caso, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. Os trabalhadores resgatados pelo MPT foram aliciados na Bahia e em Minas Gerais com promessas de ganhos mensais que variavam entre R$ 6 mil e R$ 10 mil. De acordo com os auditores-fiscais, não havia locais adequados para refeições nem fornecimento de água potável nas frentes de trabalho. Além disso, os salários estavam atrasados e não seguiam o regime quinzenal prometido pelo empregador.