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Três pacientes de Manaus internados no HC devem receber alta nas próximas 48 horas

Informação foi divulgada no boletim da manhã desta quarta-feira (27)

HC-UFG faz parte da Rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Rede Ebserh) desde dezembro de 2014

HC-UFG faz parte da Rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Rede Ebserh) desde dezembro de 2014 (Douglas Schinatto)

Três pacientes com Covid-19 de Manaus que estão internados na enfermaria do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC - UFG), em Goiânia, estão com previsão de alta para as próximas 48 horas. A novidade foi divulgada, na manhã desta quarta-feira (27), por meio de um boletim.

O comunicado informa ainda que oito pacientes seguem internados na enfermaria, sendo que um está em ventilação não invasiva (VNI). Outras sete pessoas estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), cinco em ventilação mecânica e dois com ventilação não invasia.

Na segunda-feira (18), a unidade recebeu 18 pacientes. No entanto, na manhã de terça-feira (19), a mulher de um dos transferidos chegou à unidade e contou que estava com sintomas da Covid-19. Ela foi encaminhada para o pronto socorro e depois internada.

No dia 21, foi registrado o primeiro óbito entre os pacientes de Manaus . O paciente, um homem, de 54 anos, chegou à capital em situação grave e após seis horas evoluiu para o estado gravíssimo, com aproximadamente 90% do pulmão comprometido. Durante a madrugada, ele teve uma falência múltipla dos órgãos e morreu após sofrer duas paradas cardíacas. A equipe tentou por uma hora, sem sucesso, reanimá-lo.

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Vazios urbanos habitados

Grande parte da população brasileira vive hoje em cidades. Em 1960, a taxa de urbanização do país era de 45,52%, e, uma década depois, esse índice subiu para 56,8%. Atualmente, segundo o IBGE, a urbanização no Brasil é de aproximadamente 85%. Esse adensamento exige que os gestores públicos e as incorporadoras pensem em cidades adaptadas às pessoas, e não apenas a veículos, ruas e viadutos.

Infelizmente, o modelo de cidade que estamos consolidando em Goiânia vai na direção contrária. Hoje, temos muito mais espaços públicos dedicados aos carros do que aos pedestres. Diariamente, surgem grandes edifícios, totalmente murados, de uso único, que negam o contato com a rua. São pequenas ilhas, sem qualquer grau de interação com seu entorno, de onde brotam carros e não moradores. Estamos favorecendo o isolamento de pessoas em áreas densamente povoadas. Criando vazios urbanos onde deveria haver convivência.

Uma cidade acolhedora e sociável não poderia ser assim. Em vez de muros que isolam os ambientes, deveria promover a integração das edificações com suas vizinhanças. Deveria prever o uso misto dos espaços, combinando diferentes tipos de atividades em uma mesma área. Deveria estimular a consolidação de bairros que integrem moradias, escolas, parques, mercados e centros culturais. Com isso, as pessoas poderiam ter acesso caminhando a vários serviços, sem o uso de automóveis. Pessoas nas ruas trazem vida às cidades.

A cidade deveria incentivar a construção de prédios que combinem apartamentos nos andares superiores com lojas no térreo, as chamadas fachadas ativas. Isso promoveria uma relação mais dinâmica e explícita entre os edifícios e as calçadas, ajudando a criar uma cidade mais hospitaleira e funcional para seus moradores. Pessoas nas ruas trazem segurança às cidades.

Diversas cidades ao redor do mundo já se atentaram a isso. Paris é uma das pioneiras na implementação do conceito de cidade de 15 minutos, onde as seis funções sociais essenciais (viver, trabalhar, obter suprimentos, assistência médica, educação e desenvolvimento pessoal) devem ser acessíveis em um raio de 15 minutos. Porto, em Portugal, tem se empenhado em criar áreas mais sustentáveis e acessíveis, com foco em promover a mobilidade ativa (como caminhar e andar de bicicleta) e o uso de transporte público. Diversos outros casos podem ser estudados.

Atílio Corrêa Lima planejou Goiânia para ser uma cidade-jardim. A ideia era criar uma cidade com boa ventilação, calçadas largas, iluminação natural e fácil acesso a áreas públicas e de lazer. Um bom exemplo é a Alameda Botafogo, projetada para ser um ambiente agradável, com espaços verdes ao longo de sua extensão, tornando-a não apenas uma via de transporte, mas também um espaço de lazer e convivência urbana. O que fizeram com a Alameda Botafogo?

Não podemos deixar que nossos gestores e os incorporadores se esqueçam dos planos iniciais de nossa capital. Revisitar nosso passado e analisar o nosso presente faria muito bem para o nosso futuro.

Emiliano Lobo de Godoi, professor da Escola de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade Federal de Goiás

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Mulher consegue escapar e pedir ajuda após homem a agredir, estuprar e tentar afogá-la em Goiânia, diz polícia

Jovem de 19 anos foi encontrada sem roupas com vários hematomas no rosto. Suspeito foi preso em flagrante

Suspeito de 19 anos foi preso em flagrante pelos crimes na Vila Bethel, a 7 km de distância do local do crime (Divulgação/Polícia Militar)

Suspeito de 19 anos foi preso em flagrante pelos crimes na Vila Bethel, a 7 km de distância do local do crime (Divulgação/Polícia Militar)

Uma mulher, de 19 anos, conseguiu escapar e pedir ajuda após homem a agredir, estuprar e tentar afogá-la, em Goiânia, de acordo com Polícia Militar (PM). O suspeito, que seria amigo do ex-namorado dela, foi preso pela prática do crime, segundo os militares.

Ele não achou que eu tinha morrido. Ele me jogou na água para me afogar. Aí eu consegui nadar", relatou a jovem aos militares.

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Por não ter o nome divulgado, O POPULAR não conseguiu localizar a defesa dele para que pudesse se posicionar.

O crime aconteceu por volta das 23h desta terça-feira (1), no Setor Goiânia 2, às margens do Ribeirão João Leite, conforme a corporação.

A PM informou que a mulher estava andando na rua quando foi abordada pelo homem, que ofereceu carona. Por ela conhecer o suspeito devido a relação dele com o ex-namorado, ela aceitou subir na moto, mas o homem desviou da rota e a levou para um matagal.

No local, ele abusou sexualmente dela, a agrediu e a jogou no córrego. A mulher conseguiu escapar e sair da água, mas acabou desmaiando, segundo a polícia. Após a mulher recobrar a consciência, pediu socorro e populares conseguiram a ajudar.

Socorro

De acordo com o Corpo de Bombeiros, ela foi encontrada sem roupas, na madrugada de quarta-feira (2), próximo ao Comando da Academia e Ensino Bombeiro Militar (CAEBM), no mesmo setor.

Ela apresentava vários hematomas e inchaços pelo rosto, além de escoriações no corpo, conforme a corporação. Ela foi socorrida e encaminhada ao Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol). Por não ter o nome divulgado, O POPULAR não conseguiu saber o estado de saúde dela até a última atualização desta reportagem.

Prisão

Na quarta-feira, o suspeito de 19 anos foi preso em flagrante pelos crimes na Vila Bethel, a 7 km de distância do local do crime, de acordo com a Polícia Penal. A prisão ocorreu por meio de ação conjunta com a Polícia Militar, bombeiros e Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco).

Prisão do suspeito ocorreu em ação conjunta das forças de segurança (Divulgação/Polícia Penal)

Prisão do suspeito ocorreu em ação conjunta das forças de segurança (Divulgação/Polícia Penal)

De acordo com a PM, quando as equipes chegaram na casa do suspeito, ele havia escondido a calça, que foi encontrada dentro do quarto dele. Durante a abordagem, o homem disse que era portador de uma infecção sexualmente transmissível. Ele possui antecedentes criminais por violência doméstica.

Além da moto e o capacete supostamente usados no crime, a polícia apreendeu uma porção de drogas. Conforme a PM, ele poderá responder por estupro, tentativa de feminicídio, contágio de moléstia grave e tráfico de drogas. A Polícia Civil investiga o caso.

Calça supostamente usada no crime e porção de drogas foi encontrado com o suspeito, segundo a polícia (Divulgação/Polícia Militar)

Calça supostamente usada no crime e porção de drogas foi encontrado com o suspeito, segundo a polícia (Divulgação/Polícia Militar)

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Dono de farmácia é preso suspeito de se passar por médico e farmacêutico para vender medicamentos e anabolizantes

Farmácia foi interditada por funcionar sem alvará e por agentes encontrarem medicamentos irregulares

Medicamentos irregulares, carimbos falsificados e receituários em branco foram apreendidos

Medicamentos irregulares, carimbos falsificados e receituários em branco foram apreendidos (Reprodução/Polícia Civil)

O dono de uma farmácia foi preso, em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, suspeito de fingir ser médico e farmacêutico para vender medicamentos de uso controlado e aplicar anabolizantes, segundo o delegado Wallace Vieira. De acordo com a Polícia Civil (PC), no local foram encontrados carimbos médicos falsificados, receituários médicos em branco, inclusive para medicamentos controlados, como psicotrópicos e anabolizantes.

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Segundo a polícia, o homem deve responder por exercício ilegal da profissão, uso de documentos falsos, comercialização irregular de medicamentos e risco à saúde pública. A farmácia dele foi interditada, e todos os medicamentos irregulares encontrados foram apreendidos e "permanecem sob custódia da Vigilância Sanitária para a devida investigação e tramitação do processo administrativo", informou a PC. O POPULAR não conseguiu localizar a defesa do suspeito até a última atualização deste texto.

Ainda conforme a Polícia Civil, a prisão do suspeito ocorreu na última terça-feira (1º) enquanto realizavam uma operação de fiscalização na farmácia dele, localizada no bairro Jardim Ingá. A ação se deu após, em março deste ano, a Coordenação da Vigilância Sanitária Municipal de Luziânia relatar à PC a existência de várias irregularidades no estabelecimento. Na denúncia, o órgão apontou que a farmácia além de estava em funcionamento mesmo sem alvará sanitário vigente, tinha outras irregularidades como: o uso de carimbos médicos falsificados, falsificação de receituários, e a comercialização ilegal de medicamentos controlados.

Além disso, o estabelecimento também era acusado de exercer atividades profissionais de saúde sem a devida qualificação e registro, como a aplicação irregular de anabolizantes em um ambiente impróprio.

Durante a ação de fiscalização, as equipes foram recebidas por uma funcionária do estabelecimento, que informou o nome do proprietário, o qual compareceu ao local pouco tempo depois, a pedido da autoridade policial. Conforme a PC, entre os carimbos médicos falsificados que foram encontrados na farmácia, alguns estavam em nome de profissionais que não atuavam no local, e outros em nome do próprio proprietário, "que se apresentava como farmacêutico e médico, sem comprovação documental de sua qualificação', detalhou a polícia.

A polícia ainda detalhou que no local encontraram "Anabolizantes em frascos abertos, com indícios de administração indevida desses medicamentos em clientes e nota fiscal de compra de medicamento controlado (Ritalina), adquirida sem alvará sanitário em vigor". O caso segue em investigação.

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Após 'confusão' em biblioteca, escola municipal descobre que tem sete casais de gêmeos e um trio de trigêmeas

Fabíola Santiago, auxiliar de sala de leitura, contou à reportagem que ela achava estranho que chegava na biblioteca um irmão gêmeo e depois chegava o outro e ela pensava que era o mesmo aluno

undefined / Reprodução

Já pensou estar trabalhando em uma biblioteca e se deparar com vários alunos idênticos entrando e saindo várias vezes do local? Foi o que aconteceu com a Fabíola Santiago, auxiliar de sala de leitura da Escola Municipal Jardim Nova Esperança, em Goiânia. A escola tem sete casos de gêmeos e um caso de trigêmeos. O POPULAR foi até a escola para conhecer um pouco de como funciona a dinâmica do dia a dia com tantos alunos iguais na instituição.

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Fabíola Santiago contou à reportagem que ela achava estranho que chegava um aluno e depois chegava outro igual ao que tinha saído e ela pensava que era o mesmo aluno. Ao perceber que eram irmãos gêmeos a colaboradora teve a ideia de fazer um vídeo com todos os gêmeos e as trigêmeas para postar na rede social da escola. Ela chamou uma professora de matemática da escola para ajudar a reunir todos eles.

Eu pedi para eles se reunirem e quando eu vi que tinha esse tanto de menino eu achei interessante e convidei uma professora para me ajudar a juntar todos para fazermos foto e um vídeo", disse.

Fabíola Santiago, auxiliar de biblioteca, com os gêmeos e as trigêmeas na escola (Isadora Sátira/O Popular)

Fabíola Santiago, auxiliar de biblioteca, com os gêmeos e as trigêmeas na escola (Isadora Sátira/O Popular)

O vídeo que Fabíola Santiago fez está hoje com mais de 1 milhão de visualizações na rede social da escola. Segundo ela, a página de uma rede social de um jornal da região Noroeste de Goiânia publicou o vídeo e ajudou a instituição a ficar mais conhecida pelo fato inusitado que existe ali.

Eu não achei que ia viralizar igual viralizou. Eu vim de outra instituição que tinham gêmeos, mas não igual aqui, esse tanto de meninos reunidos", contou.

Em entrevista ao POPULAR , a coordenadora da escola, Greyce Kelly, contou que também não consegue diferenciá-los.

A gente tem um quantitativo muito grande de alunos na escola, então eu pergunto para eles mesmo", disse.

Contudo, a coordenadora disse que durante o cotidiano escolar eles tem comportamentos diferentes.

A gente percebe que um tem o jeito diferente do outro. Por exemplo, a Nicolly gesticula mais, o Pedro e o Davi, o Pedro é um pouquinho mais calmo. Então a gente percebe ali nos movimentos do dia a dia", relatou.

Conheça os alunos

Todos os sete casais de gêmeos reunidos mais as trigêmeas (Isadora Sátira/O Popular)

Todos os sete casais de gêmeos reunidos mais as trigêmeas (Isadora Sátira/O Popular)

  • Nicolly e Sophia - 11 anos - 6º ano A e C
  • Pedro e Davi - 9 anos - 4ºB
  • Samuel e Luís Otávio - 8 anos - 3ºA
  • Daniel e Davi - 11 anos - 6º B
  • Davi Luiz e Ana Luiza - 11 anos - 6º B
  • Júlia e Vitória - 11 anos - 6º A e B
  • Katrina e Katarina - 8 anos - 2º ano A e C
  • Izabel, Helena e Lívia - 11 anos - 6º A
  • Davi Luiz, de 11 anos, irmão gêmeo da Ana Luiza, contou como faz para identificar os colegas Daniel e Davi, de 11 anos, dentro da sala.

    O dente dele tem um que é maior que o outro, e um também tem tipo um buraquinho na cabeça dele, porque ele bateu a cabeça e ficou essa marca, esse outro já não tem", disse.

    Nesta sala estão os gêmeos Davi Luiz e Ana Luiza. Os gêmeos Daniel e Davi. A irmã gêmea da Vitória, a Júlia. (Isadora Sátira/O Popular)

    Nesta sala estão os gêmeos Davi Luiz e Ana Luiza. Os gêmeos Daniel e Davi. A irmã gêmea da Vitória, a Júlia. (Isadora Sátira/O Popular)

    Segundo Davi Luiz, ele e os colegas não confundem mais, devido o tempo de convivência, mas os professores ainda se confundem.

    Quando nos conhecemos pela primeira vez eu ficava perguntando 'qual o seu nome', aí demorou uns dois meses para eu decorar o nome de cada um e saber quem era quem, agora eu não confundo mais não", contou.

    Ao conversar com as gêmeas Nicolly e Sophia, de 11 anos, descobrimos como diferenciá-las, apesar delas ser idênticas.

    É que ela tem uma mordida de cachorro no rosto. Mas antes disso não dava para diferenciar", disse Nicolly.

    O trabalho da escola

    Nesta sala estudam as trigêmeas Izabel, Helena e Lívia, e a irmã gêmea da Júlia, a Vitória. (Isadora Sátira/O Popular)

    Nesta sala estudam as trigêmeas Izabel, Helena e Lívia, e a irmã gêmea da Júlia, a Vitória. (Isadora Sátira/O Popular)

    Alguns gêmeos estudam em salas separadas, mas cursam o mesmo ano letivo. Segundo a coordenadora da escola, eles tentam separar os irmãos e colocá-los em salas diferentes para trabalhar eles enquanto indivíduos únicos.

    A gente trabalha muito aqui na escola a percepção deles como indivíduo. Porque a gente não pode deixar que eles se apoiem sempre no irmão. Alguns aceitam ficar em salas diferentes, mas tem alguns que não aceitam ainda, mas a gente tenta separar as salas para eles conseguirem crescer enquanto indivíduo", disse.

    Segundo a coordenadora, todos os gêmeos e as trigêmeas só se conheceram melhor e se tornaram amigos após Fabíola Santiago ter tido a ideia de juntá-los e fazer o vídeo.

    A Fabíola gosta muito dessa questão do Social Midia. Aí ela falou 'Greyce você já percebeu o tanto de gêmeos que tem aqui?' Aí eu falei para ela que eu sei que tem mas que eu nunca parei para contar. Então foi aí que a gente percebeu a proporção", relatou.

    Como os professores lidam com tantos casos

    Ao POPULAR, a professora de matemática, Rosimary Zanetti, contou que uma das coisas engraçadas que já aconteceu com ela em relação aos gêmeos foi confundir duas irmãs, a Júlia e a Vitória, de 11 anos, que estudam em salas diferentes.

    Eu percebi que eu dei aula para essa menina agorinha e agora de novo, e eu falei 'Você não estava na sala de lá?' Aí ela 'Não professora, lá é a minha irmã', foi a primeira coisa", disse.

    Outro caso que ela vivenciou foi com as gêmeas Nicolly e Sophia. Segundo a professora, as duas são muito parecidas, o que dificulta na hora de diferenciá-las.

    Eu acho muito parecidas, a diferença delas eu tive que perguntar. Quando elas vem me perguntar no corredor eu olho o rosto, por causa da mordida, que é o caso da Sophia. Porque eu não consigo diferenciar se elas estiverem fora de sala", disse.

    Outra professora que usa algumas táticas para diferenciar os alunos é a Mary Rose, que dá aula para os gêmeos Samuel e Luís Otávio, de 8 anos, na turma do 4° ano B. Segundo ela os dois são muito unidos, estão sempre juntos, dentro e fora de sala.

    Eles são muito unidos, tem que sentar juntos, se eles não sentarem um atrás do outro eles acham ruim. Eles são muito parecidos, eu diferencio porque eu sei que o Samuel senta na frente e o Luiz Otávio senta atrás. Mas se eles mudarem de lugar eu já não diferencio eles", contou.

    Já Samuel e Luís Otávio, gêmeos idênticos, encontraram uma forma para ajudar os professores e colegas a diferenciá-los. As hastes do óculos de Samuel tem detalhes na cor verde enquanto as do Luís Otávio os detalhes são vermelhos.

    Gêmeos Samuel e Luís Otávio em sala de aula (Isadora Sátira/O Popular)

    Gêmeos Samuel e Luís Otávio em sala de aula (Isadora Sátira/O Popular)

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