O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) aposta na Inteligência Artificial (IA) para desenvolver ferramentas capazes de identificar situações de vulnerabilidade social, discriminação e violações de direitos, além de auxiliar magistrados na análise de processos. Nesta sexta-feira (19), a Escola Judicial de Goiás (Ejug) inicia as atividades do Laboratório de Inteligência Artificial da corte. Segundo o desembargador Jeronymo Pedro Villas Boas, diretor da instituição de ensino, o uso da tecnologia já permitiu reduzir pela metade o tempo de análise processual. Criado e coordenado pela Ejug, o laboratório, denominado LI²A-Ejug, vai operar em cooperação com a Universidade Federal de Goiás (UFG), por meio do Centro de Excelência em IA (Ceia), e com as universidades de São Paulo (USP) e de Brasília (UnB). A ideia, de acordo com o desembargador, é aproximar a escola judiciária das instituições de ensino superior para desenvolver pesquisas que, no futuro, podem ser integradas a outros setores da administração, como as polícias e as prefeituras.