Um ano após uma pilha de 40 mil metros cúbicos (m³) de lixo desabar no Aterro Ouro Verde, atingindo áreas de preservação e cursos d’água em Padre Bernardo, no Entorno do Distrito Federal, as consequências ainda são sentidas por moradores e meio ambiente. O uso das águas do Córrego Santa Bárbara e dos rios do Sal e Maranhão continua suspenso para consumo humano direto. O Ministério Público de Goiás (MP-GO) afirma que ainda não há definição judicial sobre todas as responsabilidades envolvidas no caso nem recuperação ambiental efetiva capaz de devolver a área às condições adequadas. O desastre ambiental evidenciou os problemas gerados por uma disputa que se arrastava desde 2018, quando o MP começou a questionar o funcionamento do empreendimento, instalado de forma irregular na Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Descoberto. Com idas e vindas de decisões judiciais, o Aterro Ouro Verde funcionava desde 2023 por força de liminar. A atividade só foi interrompida no dia 18 de junho de 2025, quando houve o primeiro dos três deslizamentos ocorridos.