Um terço das rodovias em solo goiano não possui infraestrutura capaz de reduzir ou minimizar as consequências de um acidente rodoviário. Os números calculados pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) apontam que, em Goiás, 2.662 quilômetros (o correspondente a 34,6% do total avaliado) são classificados com baixo índice de perdão, enquanto 3.789 quilômetros (49,3%) apresentam índice médio e 1.233 quilômetros (16,0%, ou algo em torno de um sexto) da malha possuem um alto índice de perdão. A Pesquisa CNT de Rodovias 2025 realizou a avaliação de 7.684 quilômetros de vias pavimentadas no Estado, o que corresponde a 6,7% da malha total analisada no território brasileiro. O índice de perdão, utilizado no levantamento, é uma metodologia que verifica a capacidade da infraestrutura viária de mitigar (“perdoar”) as consequências de acidentes por meio de elementos como acostamentos, barreiras de proteção e sinalização. A análise detalhada por modelo de administração indica disparidades entre as rodovias sob gestão pública e as concedidas à iniciativa privada no Estado. A malha sob gestão concedida em Goiás soma 1.928 quilômetros, dos quais 999 quilômetros (51,8%) atingiram nível alto do índice de perdão e apenas 40 quilômetros (2,1%) foram enquadrados no nível baixo.