A possibilidade de responsabilizar quem contestar a retirada de árvores consideradas de risco por projeto de lei ou decreto pode ter problemas jurídicos. Segundo especialistas, a arborização urbana é atribuição do município, o que limita a transferência a particulares da responsabilidade por eventuais danos. Eles ressaltam, porém, que já há mecanismos legais de responsabilização. A ideia foi defendida pelo prefeito Sandro Mabel (UB) na terça-feira (1º) e deu origem a projeto de lei na Câmara de Goiânia. Apresentado nesta quinta-feira (3), o texto, de Tião Peixoto (PSDB), tem teor semelhante à proposta defendida por Mabel. O projeto responsabiliza associações, moradores e órgãos, como o Ministério Público de Goiás (MP-GO), que se posicionarem contra retirada de árvores consideradas de risco e apresentarem laudo avalizando o exemplar como saudável.