Nesta quinta-feira (28), a forma brutal como a vida da empresária Regiane Pires da Silva, 39 anos, foi ceifada em um bairro nobre de Anápolis, comprova que a violência contra a mulher não escolhe classe social. Mesmo com medida protetiva desde o final de 2023 para impedir que o produtor rural e empresário Edney Rodrigues dos Santos se aproximasse dela, a mulher foi atingida por três tiros desferidos a queima-roupa pelo ex-marido e pai de seus dois filhos. Foi o ponto final de um ciclo de violência que começou muito antes. A polícia já sabe que Regiane já tinha sido agredida antes de forma violenta por Edney. Além de deixar lesão no seio dela, a xingou e gritou que ela não servia para ser a mãe dos filhos de 13 e 7 anos que tiveram juntos. O que Regiane não esperava é que Edney fosse transgredir o limite estabelecido pela medida protetiva, mecanismo legal criado para proteger a mulher de violência doméstica e familiar. “A medida protetiva não impede a violência. Ela barra o homem de caráter, mas não aquele que está disposto a matar”, reconhece a promotora de Justiça Carla Brant, há quatro anos à frente da Promotoria de Violência Doméstica, em Anápolis.