A única barreira ao açúcar goiano é o protecionismo, pois, do ponto de vista de qualidade e de certificações, o produto brasileiro é o melhor, atesta Henrique Penna, diretor da usina Jalles Machado. Os últimos movimentos protecionistas no mercado internacional, o tarifaço americano e a elevação de 55% nas tarifas chinesas sobre a carne bovina, reforçam a importância da estratégia de diversificação dos destinos dos produtos nacionais. O diretor executivo do Instituto Mauro Borges (IMB), Erik Figueiredo, lembra que Goiás ainda possui uma forte concentração de suas exportações: cerca de 44% vão para a China. “E mais: 75% do total exportado são destinados para apenas 15 países, e apenas 3 deles são da União Europeia”, lembra. Nesse sentido, ele acredita que o acordo Mercosul-UE pode pavimentar o caminho para a diversificação dos destinos das exportações e atração de investimentos estrangeiros.