O agronegócio brasileiro passou a desviar boa parte de suas exportações de alimentos para o mar Vermelho, uma rota alternativa que ganhou protagonismo em meio ao fechamento do estreito de Hormuz, na guerra entre Irã e EUA, desde o fim de fevereiro. A mudança na logística das exportações para o Oriente Médio, região que é grande consumidora da carne de frango, do açúcar e dos grãos do Brasil, faz parte de uma mobilização não só dos exportadores nacionais, mas dos próprios países da região, que viram suas compras caírem rapidamente por causa da guerra e do entrave logístico. Em março, as exportações brasileiras de carne bovina para países do Oriente Médio próximos do conflito somaram 18 mil toneladas, abaixo das 22 mil toneladas registradas em fevereiro, uma queda de mais de 20%. O impacto é semelhante nas exportações de frango, com redução de 18,5% entre os dois meses.