A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) avalia um novo instrumento para a incorporação de medicamentos de alto custo no rol de procedimentos, exames, terapias e cirurgias que devem ser obrigatoriamente cobertos pelos planos de saúde. A proposta, que já resultou em um caso concreto, é firmar um termo de responsabilidade com a indústria farmacêutica no qual se negocia um desconto, e o laboratório se compromete formalmente, por meio de contrato, a manter as condições ofertadas. A incorporação do medicamento dupilumabe, da farmacêutica Sanofi, voltado ao tratamento de pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) grave, passou a ter cobertura obrigatória em março deste ano, marcando a estreia do novo modelo. Assinado em fevereiro deste ano, o acordo envolve um desconto de 5% sobre o preço estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), mais 10% de desconto comercial para todas as indicações incorporadas ao rol da ANS.