A tendência de elevação do consumo de carne suína no Brasil e no mundo abre muitas oportunidades para um aumento de produção e das exportações goianas. É o que revela o estudo inédito sobre o setor, ‘Suinocultura em Goiás: Perspectivas e Desafios’, realizado numa parceria entre o Sebrae-GO e a Associação Goiana de Suinocultores (AGS), que será divulgado nesta terça-feira (28).Goiás é o 7º maior produtor de suínos do Brasil, impulsionado por um processo acelerado de modernização, alta qualidade da produção, disponibilidade de grãos, logística favorecida e um rigoroso padrão de biosseguridade. O estado detém cerca de 4% do rebanho nacional, com aproximadamente 1,55 milhão de suínos e 221 mil matrizes. O presidente da Associação Goiana de Suinocultura (AGS), Bruno Mariano, lembra que o Brasil é o 5º maior produtor de suínos, o quarto maior exportador e o quarto maior consumidor da carne. Para ele, um dos grandes destaques é o consumo no Brasil: 70% de toda produção vai para o consumo interno e 30% são direcionados à exportação. Segundo Mariano, um forte trabalho das entidades ligadas à cadeia de suínos resultou em grandes campanhas que conseguiram derrubar alguns mitos. De 2010 para cá, o consumidor passou a conhecer melhor a produção e o produto, passando a consumir cortes de suínos que atendem todas as camadas da sociedade.“Se antes, ela era considerada uma carne com muita gordura, hoje a suinocultura produz uma carne de alta qualidade, que conquistou o consumidor. Com isso, o consumo no Brasil saltou de 9 a 10 quilos por habitante ao ano em 2010, para atuais 21 a 23 quilos por habitante”, lembra o presidente da AGS.