Setores do agronegócio como as indústrias de carnes, café e pescados, que estão entre os mais impactados pelo tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos, pedem negociação constante e cobram medidas emergenciais do governo brasileiro. A medida da Trump entra em vigor 7 dias após a data da ordem, ou seja, a partir de 6 de agosto. "Nós dependemos do governo, de diplomacia. Há um interesse dos órgãos americanos do setor de café de buscar uma solução", diz Eduardo Heron, diretor técnico do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). "O problema é que os dois governos, de ambos os países, estão demorando em negociar." Heron diz que os dados comprovam que não haverá substituição do café brasileiro dos EUA no curto prazo, dado o volume das vendas ao consumidor americano. "Não tem havido suspensão de embarque ou carga parada até o momento", comentou.