Os cartões de criptomoedas têm avançado no Brasil, impulsionados pela praticidade e pelo uso de stablecoins (criptoativos com paridade com moedas), além de permitirem evitar a incidência de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em pagamentos internacionais. O crescimento do uso ocorre, porém, em meio às novas regras do Banco Central. Especialistas alertam para os riscos de o consumidor utilizar empresas que não atendam às exigências do órgão regulador e para a possibilidade de o governo passar a tributar essas operações no futuro. Segundo dados da Receita Federal, o mercado de criptoativos movimentou R$ 505,5 bilhões em 2025. As stablecoins, criptomoedas pareadas com alguma moeda fiduciária (dólar e real) USDT, USDC e BRZ movimentaram mais de R$ 360 bilhões no mesmo ano. A maior circulação de criptoativos fez crescer o número de cartões que permitem esse tipo de pagamento. Segundo dados da Binance Research, braço de análise e pesquisa de mercado da Binance, a modalidade ultrapassou a marca de US$ 747 milhões (R$ 3,9 bi) em movimentações em maio de 2026. No ano, o meio de pagamento acumulou crescimento de 48,6%.