O fechamento de lojas em algumas regiões da cidade mobiliza lojistas. A empresária Thayna Rodrigues, da loja Thayd’s Assessórios e Presentes, é uma das líderes do Movimento Pro Campinas, que visa resgatar o fluxo de consumidores na região e evitar o fechamento de lojas. “Vimos nosso polo perder força, com mais lojas fechadas”, diz. Ela explica que foi montado um calendário anual de eventos nas principais datas comemorativas do ano.A primeira ação foi o Arraiá Pro Campinas, que atraiu muitas famílias com o sorteio de prêmios, brindes, gincanas e um café da manhã temático. A próxima será o Natal Pro Campinas, que começa em setembro e terá Cantata de Natal, sorteio de vales-compra e de brindes entre os clientes que comprarem nas lojas. Os lojistas estarão uniformizados e as lojas decoradas. “Também planejamos uma feira cultural, que será realizada na Praça Joaquim Lúcio. Em setembro, vamos fazer passeata de lojistas para anunciar o evento. Queremos que o cliente tenha uma experiência no bairro”, destaca a lojista.Na opinião do empresário Leandro Fleury Rosa, presidente da Associação Comercial e Industrial do Centro (ACIC) e vice-presidente da Fecomércio, tantas lojas fechadas no Centro indicam falta de gestão. Segundo ele, o prefeito Sandro Mabel iniciou o processo ao retirar os camelôs das ruas, devolvendo as calçadas aos cidadãos. “Mas o Centro precisa ser reorganizado com gestão, pois eles já começam a voltar”, defende.Para Fleury, há vários problemas acumulados de gestões anteriores. Apesar de ter matrizes de grandes lojas, órgãos de governo, cartórios e unidades do Vapt Vupt saíram do Centro, o que reduziu muito o fluxo. “Como incentivar as pessoas a irem se os principais serviços saíram de lá? Com a queda na frequência de consumidores, muitas lojas fecharam e aumentou a presença de moradores de rua.” Para ele, o Centro só não sucumbiu porque tem uma vida orgânica própria e algumas empresas antigas ainda insistem em permanecer lá. “Mas, quanto mais lojas físicas abertas, melhor. O Centro é um local cultural e precisa de uma força tarefa liderada por Mabel”, adverte o presidente da ACIC.