Para o médico veterinário Henrique Lemos, analista de Agro pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e CEO da Máxima Agronegócios, a suspensão das importações europeias tem um impacto muito grande no faturamento dos grandes frigoríficos no estado. Porém, pela perspectiva dos produtores, hoje a exportação dos animais para a União Europeia exige quatro camadas e tem um custo muito elevado para seguir todas as exigências. A primeira camada de exigências é ser livre de febre aftosa sem vacinação. A segunda é a habilitação da planta frigorífica para exportação à União Europeia. A terceira camada está na fazenda, que precisa estar cadastrada junto ao Ministério da Agricultura no programa SISBOV. “Ela entra numa lista de propriedades habilitadas para exportação, liberada pela União Europeia", explica Lemos.