Dois anos antes da suspensão cautelar determinada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) neste ano, a Ypê já havia enfrentado um amplo recolhimento de detergentes por suspeita de contaminação microbiológica. A agência sanitária publicou, em maio de 2024, uma resolução que suspendia a comercialização, distribuição e uso de dezenas de lotes de toda a linha de detergentes da marca após a própria fabricante, a Química Amparo, comunicar desvios identificados durante o monitoramento interno da produção. O problema chegou primeiro aos consumidores pelo cheiro. Em sites de reclamação, clientes relatavam que os detergentes passavam a apresentar odor forte poucos dias após serem abertos, descrito como cheiro de podre ou de querosene. Na plataforma de queixas Reclame Aqui, em março daquele ano, uma consumidora de Catalão (GO) afirmou ter comprado cinco unidades do detergente neutro e percebido um mau cheiro na pia.