O Idec (Instituto de Defesa de Consumidores) e a entidade de direitos digitais Coding Rights pediram nesta quinta-feira (20) que as autoridades iniciem uma ampla investigação sobre riscos à privacidade, principalmente de mulheres e crianças, devido à venda dos óculos inteligentes da Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp. A denúncia trata dos dispositivos fabricados pela big tech em parceria com a EssilorLuxottica, grupo que controla as marcas Ray-Ban e Oakley. O aparelho vestível inclui câmeras na armação, com um LED que avisa quando uma gravação está em curso. Esse alerta, no entanto, pode ser driblado quebrando a lâmpada, dizem as organizações. O documento ainda menciona a chance de gravação de cenas íntimas ou constrangedoras sem permissão. As entidades pedem uma investigação conjunta de Ministério Público Federal, Ministério da Justiça e ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) e a suspensão imediata de tecnologias de reconhecimento facial ligadas ao dispositivo.