Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores em Goiás (CUT-Goiás), Flávio Silva, a ideia de que mais horas trabalhadas significam mais produtividade não se sustenta. “Produtividade não é sinônimo de tempo bruto de trabalho, mas da relação entre produção, qualidade, eficiência e o tempo necessário para alcançar resultados”, destaca. Segundo ele, insistir na escala 6x1 parte de uma lógica simplista e ultrapassada, que ignora evidências reconhecidas por instituições como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), que demonstram que países com jornadas menores tendem a ter maior produtividade por hora trabalhada. “Na prática, jornadas extensas e com pouco descanso geram fadiga, estresse e sobrecarga. Isso reduz a concentração, aumenta a ocorrência de erros e acidentes e eleva os índices de afastamento por problemas de saúde”, completa.