Com a cota para a China praticamente esgotada, algumas indústrias já estão concedendo férias coletivas, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes. O presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados do Estado de Goiás (Sindicarne), Leandro Stival, diz que a indústria frigorífica goiana acompanha com atenção a situação do mercado chinês. Segundo ele, algumas indústrias goianas do setor já realizaram ajustes operacionais pontuais, incluindo adequações de escala e concessão de férias coletivas. Mas, ainda assim, Stival ressalta que não há um movimento generalizado de redução da atividade no estado. Em relação ao boi gordo, ele avalia que os impactos ainda são limitados, pois a oferta de animais terminados segue relativamente equilibrada. Caso a restrição ao mercado chinês se prolongue, parte da produção poderá ser redirecionada ao mercado interno e a outros destinos internacionais, o que pode aumentar a oferta doméstica de carne. “Ainda assim, não esperamos uma queda expressiva e imediata dos preços ao consumidor”, adverte.