Goiânia tem um déficit estimado de 55 mil unidades habitacionais enquadradas no programa Minha Casa Minha Vida. Essa demanda represada é resultado de anos de escassez de lançamentos, principalmente por falta de viabilidade econômica dos projetos. Mas mudanças nas regras do programa, feitas pelo governo federal, fizeram o mercado imobiliário voltar os olhos para a habitação econômica, que se tornou oportunidade. Atualmente, até 23 mil unidades já estão aprovadas ou em fase de aprovação de projetos. Enquanto em São Paulo 75% das unidades vendidas já são apartamentos enquadrados no programa, em Goiânia, esse número não passa de 20%. No primeiro trimestre de 2026, apenas 26% das unidades comercializadas na capital foram pelo MCMV. Já os lançamentos totais, que cresceram 15,8% no período, dentro do programa eles avançaram apenas 2%. O resultado foi uma demanda reprimida de famílias que têm renda para financiar um imóvel, mas não encontram oferta adequada ao seu perfil.