O resultado para o emprego formal em Goiás foi negativo em novembro, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado ontem. O Estado ficou em quarto entre os que obtiveram os piores saldos. Isso porque foram contratados 39.386 trabalhadores e dispensados 48.509, saldo negativo de 9.123 postos de trabalho, queda de 0,76% em relação à outubro.Porém, o saldo é melhor do que obtido no mesmo mês do ano passado, que era negativo em 11,9 mil. O mesmo ocorreu no País, que no acumulado do ano registra 858.333 postos de trabalho a menos. Tanto no Brasil como em Goiás o setor do comércio foi o que se destacou. No Estado, o saldo positivo é de 1.255 vagas do comércio e a administração pública com oito. O cenário, conforme especialistas, é típico da época do ano, quando terminam as safras, há chuvas e, por outro lado, o varejo tem de contratar por conta das vendas de fim de ano.“São os temporários e isso não quer dizer que vão ficar no ano que vem. Normalmente, ocupam bom espaço e temos previsão que devem ter sido contratados 9 mil até dezembro”, explica o presidente da Federação do Comércio de Goiás (Fecomercio-GO), José Evaristo dos Santos, sobre o resultado para o comércio. Segundo ele, normalmente, cerca de 15% eram efetivados antes da crise, porcentual que deve ser reduzido. E, por tanto, a trajetória pode mudar. Itumbiara Conforme o levantamento, houve aumento no número de vagas em novembro em dez dos 36 municípios de Goiás com mais de 30 mil habitantes. Itumbiara teve o maior saldo de empregos formais (222), seguido de Caldas Novas (135), quando se considera termos absolutos. Do outro lado, estão Inhumas (-1.072), Cristalina (-873) e Goiânia (-816). Já os setores com pior desempenho são a indústria de transformação – especialmente a química e de produtos alimentícios –, seguida pela construção civil. “A base produtiva goiana no final de ano tem aspecto de sazonalidade”, analisa o economista da Federação das Indústrias de Goiás, Cláudio Henrique de Oliveira.Ele explica que é esperada retração no quarto trimestre de cada ano e no início do ano por causa das características regionais e também das chuvas. Ele pontua que o fim da safra de cana-de-açúcar, que inclusive terminou mais cedo, tem grande influencia no resultado atingido em novembro, acrescenta ainda que o comportamento do emprego sinaliza uma melhora e não uma piora acentuada. “Na verdade, há sinalização de recuperação gradual que pode vir a consolidar algo mais positivo a partir do ano que vem.”Conforme analisa, há uma situação normal para o período, porém reconhece que o Estado está negativo no emprego porque há crise econômica e Goiás não ficou à margem. “A indústria ao longo do ano vem cortando custo pela queda da demanda pelos produtos e aumento de custos. A empregabilidade passa pelo ajuste de custos da produção.” O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, acredita na recuperação do nível de emprego. “No ano que vem, temos certeza de que os números serão melhores”, disse.- Cinco Estados com maior saldo negativo Rio de Janeiro: 23.521 São Paulo: 21.853 Minas Gerais: 16.238 Goiás: 4.492 Rio Grande do Sul: 2.828- Variação de outubro para novembro por setor em Goiás Extrativa Mineral: 166 Indústria de Transformação: 4.741 Serviços Industriais de Utilidade Pública - SIUP: 163 Construção Civil: 2.275 Comércio: 1.255 Serviços: 1.664 Administração Pública: 8 Agropecuária: 1.377Total: 9.123Fonte: Caged