Para o presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Goiás (Acieg), Rubens Fileti, o dado mais revelador do estudo da KPMG não é o crescimento de 380%, mas a combinação entre valor recorde e número estável de operações. Ele destaca que o ticket médio saltou de cerca de R$ 220 milhões para mais de R$ 1,1 bilhão por transação. “Goiás deixou de ser palco de operações pontuais e passou a atrair capital estruturante, fundos, grupos nacionais e investidores estrangeiros disputando ativos de grande porte”, ressalta. Na leitura da Acieg, três vetores, explicam esse movimento. Primeiro: a maturidade das cadeias produtivas goianas: o agronegócio estadual não é mais apenas produção primária, mas agroindústria, bioenergia e logística integrada, o que gera ativos sofisticados e atrativos. Segundo: a diversificação da matriz econômica, a presença de tecnologia, mídia e telecomunicações, empatada com o agro no topo da lista, com três operações cada, é um dado histórico que confirma a consolidação de uma economia de serviços e inovação no estado.