Após fechar a unidade do Setor Marista, em Goiânia, e entrar com pedido de recuperação judicial, o Grupo Olimpo projeta agora crescimento de 15% no número de alunos matriculados a partir desse ano e aumento de 20% nas aprovações dos estudantes.Segundo o fundador e um dos sócios do grupo, Rodrigo Bernadelli, as dívidas, que chegam próximo a R$ 90 milhões foram acumuladas, desde 2004. Ele explica que o endividamento é principalmente com sistema financeiro, bancos, alguns impostos e fornecedores.“Tivemos problemas de gestão e houve grande mudança na direção, pois precisávamos de profissionalização na nossa gestão financeira. Contratamos pessoas com conhecimento e hoje estamos fazendo uma modernização em toda a estrutura do Olimpo. A intenção é criar uma escola de excelência”, diz o fundador do colégio.Com 1.050 alunos matriculados em Goiânia, Bernadelli afirma que o colégio Olimpo não irá fechar. “Temos expectativas de que agora em diante o número de alunos matriculados aumente em 15% por ano”.Ele pontua que o objetivo da recuperação judicial visa pagar a dívida, mas que não há condições de arcar com os juros cobrados pelo sistema financeiro.“O problema é divida, mas não temos problemas no caixa de operação. A recuperação judicial tem como intenção proteger empresas que tem função social importante, tem operação lucrativa. E somos uma empresa que se encaixa nesse patamar. Só, que na forma que o credor quer receber, a empresa não tem condições financeiras para pagar. Por isso, pedimos intervenção”, pontua Bernadelli.Questionado sobre o pedido de Organização Social (OS), Rodrigo explica que o Grupo Olimpo não está e nunca esteve interessado. “O pedido foi realizado por um ex-sócio que saiu da empresa. Quando ele estava na empresa não éramos a favor dessa ideia. Fizemos uma carta para a Secretária da Educação informando que não estamos pleiteando nenhuma OS”.Sociedade Já o colégio WR passa por mudanças societárias. Os sócios e irmão Willian da Silva Guimarães e Rubens Guimarães estariam desfazendo a sociedade, após 22 anos de trabalho em conjunto.A reportagem entrou em contato com Rubens que não quis se pronunciar sobre o assunto, mas não negou a informação de que negocia para ser sócio majoritário da instituição de ensino.