Para 2026, a expectativa do setor é que a indústria de alimentos em Goiás continue crescendo, mas isso ainda dependerá de fatores como os impactos da guerra sobre o preço o diesel. Para o economista Marcus Antônio Teodoro, esse nível de crescimento pode chegar aos 5%, mas só se a guerra terminar logo. Caso o conflito persista, o crescimento deve ser mais modesto, possivelmente com retorno ao índice registrado em 2024, de 1,5%. Segundo ele, evoluir significa, entre outras estratégias, identificar especificidades na demanda. “Quando um mercado é muito previsível, você tem que buscar características como sazonalidade, demandas e inovação. O importante é não estacionar. Há pessoas para quem os cenários de instabilidade trazem possibilidades de ampliar participação de mercado”, salienta. Marcelo Costa Martins, presidente da Câmara Setorial de Alimentos e Bebidas da Fieg, lembra que Goiás tem uma aptidão grande para o agronegócio. “À medida que temos ambiente favorável à produção de commodities, a tendência é ampliação de investimentos de indústrias de alimentos e bebidas. Estamos numa localização geográfica centralizada em relação às demais regiões, que facilita vendas e exportações”, avalia.