Os modelos híbridos, que funcionam à combustão e com motor elétrico, ainda são os preferidos dos brasileiros, pelo menos enquanto o País ainda não tem uma infraestrutura de eletropostos considerada adequada, principalmente para viagens. Neles, a combustão carrega o motor elétrico até o combustível acabar, o que permite andar por mais um tempo com a bateria carregada. Com a recuperação de energia nas frenagens, a autonomia chega aos 1,2 mil quilômetros.A Toyota tem três modelos híbridos e plug in e a linha premium Lexus, com cinco híbridos. De acordo com Júnior Brasil, diretor da marca Toyota do Grupo Umuarama, de janeiro a julho, a marca foi líder de mercado de carros híbridos, com mais de 40% de participação, e anunciou R$ 11 bilhões de investimentos no País, sendo R$ 5 bilhões até 2026 para o lançamento de novos modelos. Segundo ele, a Toyota fechou o ano com 67% de participação na produção de veículos com a tecnologia híbrida no Brasil. “Isso evitou a emissão de cerca de 34 mil toneladas de CO2 na atmosfera”, destaca. Os modelos custam a partir de R$ 199.990. O diretor do Grupo Umuarama acredita que a eletrificação no Brasil vai estabilizar e os híbridos vão continuar crescendo. “Temos o programa Ciclo Toyota, que faz a recompra do veículo pagando até 80% da tabela Fipe e damos até dez anos de garantia”. Junior Brasil diz que não acredita no carro 100% elétrico no Brasil pela baixa oferta de uma infraestrutura confiável para carregamento. “Hoje, a marca analisa as características de cada mercado. Aqui, é melhor termos o carro híbrido, uma das soluções mais sustentáveis e realistas para o País”, afirma. Para ele, com um modelo 100% elétrico, a pessoa pode não conseguir chegar a qualquer lugar do Brasil, que tem dimensões continentais, pela falta de oferta de pontos de carregamento. “A tecnologia é de acordo com cada mercado. Hoje, o maior mercado com carregadores é a China, onde o governo subsidia, pois ainda não é um investimento com retorno vantajoso para as empresas”.