O forte crescimento do e-commerce levou muita gente a pensar que poderia ser o fim das lojas físicas, pois várias fecharam as portas. Mas muitos lojistas têm provado a relevância da venda presencial, que ainda é a preferida pelos goianos. Comerciantes que apostam nisso, inclusive abrindo novas lojas, e especialistas em varejo alertam que o caminho é oferecer uma boa experiência no canal físico, mas numa estratégia conjunta com o digital. Um levantamento do Sindicato das Imobiliárias e Condomínios de Goiás (SecoviGoiás) mostrou que cerca de 2 mil imóveis estão desocupados somente no Centro da capital. Destes, 834 estão sendo oferecidos para locação ou venda, sendo 354 salas comerciais e lojas. Entre os motivos, estão fatores econômicos, falta de estrutura na região e uma concorrência cada vez maior, inclusive com o e-commerce. Entre 2020 e 2025, o faturamento do e-commerce brasileiro passou de R$ 126,45 bilhões para R$ 235,52 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce. Grandes plataformas internacionais, como Shein e Shopee, passaram a oferecer preços muito competitivos em vários produtos.