Criado em 1966 com o fim da estabilidade no emprego, o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) passou a valer em 1967 e é hoje um dos principais fundos no país, considerado poupança do trabalhador e usado para financiamento da casa própria e saneamento básico. O fundo corresponde a um depósito mensal feito pelo empregador, de 8% sobre o salário do funcionário contratado pelo regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Ele só pode ser sacado em situações específicas como aposentadoria, demissão e compra ou amortização das prestações da casa própria. O lucro do FGTS passou a ser distribuído pela Caixa Econômica Federal em 2017, referente a 2016. Neste ano, os trabalhadores vão receber R$ 13,042 bilhões de lucro, o que corresponde a 89% do resultado em 2025. No ano passado, Fundo de Garantia teve lucro de R$ 14,7 bilhões. Com a distribuição, a rentabilidade ficará em 6,90%, o que representa ganho real de 2,53% acima da inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 2025, que foi de 4,26%, e vai cumprir decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) na ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 5.090.