A pandemia reforçou a necessidade de as lojas estarem no meio digital, mas muitas empresas ainda são tímidas nestas ações, principalmente as mais antigas e acostumadas ao comércio de bairros e do interior. “Muita gente ainda não sabe nem como começar a fazer”, reconhece Cleire Araújo, coordenadora de marketing da CDL Goiânia. Ela alerta que, apesar de muitos consumidores ainda preferirem ir às lojas físicas, é na internet que eles buscam indicações sobre lojas dos segmentos que procuram. “A pessoa busca referências e até depoimentos de outros clientes que compraram lá para comprar com mais segurança”, destaca. Por isso, seja com um seu site ou pelas redes sociais, é importante posicionar a marca para se aproximar do público na internet. Mas, além de divulgar seus produtos, o lojista precisa ‘humanizar sua marca’, ou seja, trazer consumidores que falem de sua marca, mostrando o processo de produção e a rotina da loja, por exemplo. “Um ser humano falando com outro ser humano tem muito mais apelo, como muitas marcas famosas já fazem”, explica a coordenadora da CDL Goiânia. Para ajudar neste posicionamento, o Sindilojas Goiás promoveu recentemente um evento com palestras de influenciadores digitais voltadas para lojistas. O presidente da entidade, Cristiano Caixeta, disse que o objetivo foi mostrar que é possível estar na internet de forma simples e sem custos altos, através do tráfego pago ou mídia espontânea, por exemplo, e ter uma vitrine virtual que atinge milhões de consumidores em todo País. “Além da confecção de um site, que demanda um investimento baixo, também é possível aderir a um market place pagando só um porcentual sobre as vendas.”