A indústria goiana cresceu 5,4% em junho deste ano, na comparação com o mesmo período de 2019. O porcentual representa o melhor resultado do ano em Goiás e também o maior crescimento entre os Estados brasileiros. Em 2020, a produção industrial goiana registrou retração apenas em março, primeiro mês em que foram aplicadas restrições para atividades econômicas no Estado, como estratégia contra o novo coronavírus. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ontem. Em Goiás, o aumento na produção de farmoquímicos e farmacêuticos (19,2%) foi o principal responsável pelo resultado positivo. De acordo com o IBGE, o mês de junho teve a maior alta no segmento desde outubro de 2019, quando a variação foi de 20,5%. O crescimento de 10,7% na produção de alimentos também foi fundamental para o resultado. A fabricação de produtos de minerais não-metálicos cresceu 3,5% em junho, o primeiro resultado positivo da categoria após três meses de quedas consecutivas. Para o chefe do IBGE em Goiás, Edson Roberto Vieira, os resultados apontam que a indústria tem se mostrado, no contexto de crise, mais resiliente que os setores de comércio e serviços. “A pandemia traz um cenário novo com efeito na economia e no mercado de trabalho semelhante a uma guerra. Os economistas não têm histórico de ocasiões como esta para comparar. Uma coisa que já tinha falado e se confirma é a importância das indústrias de alimento, medicamentos e produção de etanol para Goiás”, afirma Edson. Segundo o IBGE, a produção de veículos automotores foi o segmento da indústria que registrou a queda mais expressiva em junho, de 60%. A categoria já registrou quatro resultados negativos consecutivos e acumulou perdas de 50,2% no primeiro semestre de 2020. A fabricação de produtos de metal (-27%) também encolheu em junho. A categoria vem de outras três queda consecutivas. Em nível nacional, a produção industrial encolheu 9% na comparação entre junho de 2020 e o mesmo período do ano passado. Esta foi a oitava queda consecutiva na série histórica. Na comparação entre os meses de maio e junho deste ano, a indústria brasileira registrou crescimento de 8,9%.