Com alta dos custos, uma preocupação é que muitos produtores podem reduzir a quantidade de insumos utilizados, o que pode impactar a produtividade das lavouras. A forte alta nos preços dos fertilizantes em 2026 elevou a quantidade de produto agrícola necessária para adquirir insumos em comparação com o ano passado, aumentando o custo de produção e comprimindo as margens dos produtores, segundo a Consultoria Agro do Itaú BBA. A ureia, por exemplo, alcançou US$ 710 por tonelada CFR Brasil (custo mais frete), alta de 50% em 30 dias e de 89% em relação ao ano anterior. O MAP (fosfatado) subiu para US$ 850 por tonelada, alta de 17% no último mês. No milho, a relação de troca do MAP subiu de cerca de 40 a 50 sacas por tonelada em 2025 para 50 a 60 sacas atualmente. Ênio Fernandes, presidente da Comissão de Grãos e Oleaginosas da Federação da Agricultura de Goiás (Faeg), informa que a queda foi maior entre as máquinas agrícolas mais potentes, com mais recursos tecnológicos. “O investimento de hoje é o crescimento da produção de amanhã. Se o produtor não investe, compromete o desempenho futuro. Toda uma cadeia é atingida e vai enxugando custos, o que gera desemprego”, aponta.