Para a presidente do Conselho Regional 18ª Região (Corecon), Adriana Pereira, o cenário de 2026 deve ser impactado por eventos como as eleições e a Copa do Mundo, além do início da implementação da reforma tributária. “É um cenário que traz, no primeiro semestre, uma provável aceleração da economia, com movimento inicial de retomada das atividades e impulso de negócios”, prevê. Mas, no segundo semestre, cenário deve mudar com consequências econômicas, com leve retração da economia, se a geopolítica internacional não influenciar tanto no cenário interno. “A reforma deve produzir uma sensação de insegurança sobre como empresas, estados e municípios vão lidar com este novo modelo. Teremos uma nova dinâmica, que afetará os resultados econômicos pelas incertezas”, prevê Adriana. Na geopolítica, o País pode sofrer um efeito rebote, indireto, das movimentações internacionais, como as que afetam a taxa de juros e fazem os investimentos migrarem de um país para outro, com a taxa de câmbio gerando efeitos internos. “O Brasil está estabilizado, com provável movimentação econômica normal, mas deve manter atenção ao que acontece lá fora”, alerta.