Há quase duas décadas, a presença da ave jacu na lavoura de café foi um sinal de preocupação, mas com o passar dos anos a "parceria" se transformou em alta renda para a fazenda Camocim, no interior do Espírito Santo. O café produzido a partir de grãos catados das fezes do pássaro é comercializado a R$ 1.530 por quilo, em um processo que inclui até congelamento e apenas trabalho manual. O pacote de 250 g custa R$ 382. Como comparação, a saca de 60 quilos do café arábica, o mais produzido no país, é comercializada por preços entre R$ 1.700 e 1.900, conforme a região, e o valor supera por larga margem também os cafés especiais premiados no país. Em dezembro, um leilão realizado pela BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais) de 30 lotes de cafés especiais vencedores do Cup of Excellence Brazil 2025 arrecadou R$ 1,79 milhão, ou cerca de R$ 15 mil a saca de 60 quilos -R$ 250 o quilo.