Assim como em qualquer empresa, no agronegócio os sucessores devem ser preparados para garantir a manutenção do negócio, mesmo que eles não estejam diretamente na administração. Marcelo Camorim, diretor da Fox Partners Consultoria, consultor e especialista em implantação de governança corporativa e preparação para sucessão, lembra que as novas geração se interessam mais por empresas de tecnologia ou fundos de investimento, por exemplo. Mas a tecnologia chegou muito forte ao campo. “Um trator já faz a rota sozinho e inteligência artificial substituiu uma boa parte da mão de obra”, avalia. Entretanto, hoje, os sucessores querem ter várias experiências profissionais. Camorim dá o exemplo do Grupo Soares, onde ele desenvolve um trabalho junto à geração Z e nenhum deles quer seguir os passos dos antecessores na empresa. “Hoje, não adianta mais falar para seu filho o que ele tem de fazer. Você pode prepará-lo para a vida para que ele saiba como lidar com isso porque você não tira dele o título de herdeiro. Aquilo vai cair no seu colo de qualquer jeito”, destaca.