O Brasil ainda enfrenta limitações graves na infraestrutura de armazenagem de grãos, essencial para garantir eficiência, qualidade e competitividade à cadeia produtiva. De acordo com o IBGE, a capacidade total de armazenagem no Brasil chegou a 227,1 milhões de toneladas no segundo semestre de 2024, diante da supersafra que supera as 300 milhões de toneladas. O déficit estrutural obriga produtores a escoarem rapidamente a produção, mesmo com preço desfavorável. Em Goiás, a capacidade de armazenagem está praticamente estagnada. Um estudo do Instituto para Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag) revelou que o estado terá capacidade para armazenar apenas cerca de 51% da produção de grãos nesta safra. Por isso, o déficit em 2025 é estimado em 15,5 milhões de toneladas de soja e milho. Em regiões de alta produtividade, como Rio Verde e Morrinhos, a pressão sobre as estruturas existentes é ainda maior.