A alta probabilidade de formação de um super El Niño deixou o setor agropecuário em alerta. O fenômeno pode causar estiagens mais severas no Centro-Oeste e mais chuvas no Sul, trazendo prejuízos para a produção agrícola. Mas entidades do setor, consultores e produtores acreditam que é possível reduzir os impactos investindo em tecnologias e sistemas de manejo que ajudem o solo a reter mais umidade e as plantas a reduzirem o estresse hídrico. A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou, nesta semana, a formação do fenômeno climático, que ocorre quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes. A confirmação já era esperada por meteorologistas e a preocupação, agora, gira em torno da intensidade. A agência indicou 63% de probabilidade de que se torne muito forte, com potencial para entrar no grupo dos maiores eventos registrados desde 1950.