A loja física passou a ser um local de experiências, para sentir e experimentar o produto. Mas, para Jamile Poinho, sócia e head de Eficiência Comercial & Growth da AGR Consultores, essa experiência deve ser maior que o uso do produto. “Se a pessoa for comprar um tênis, por exemplo, a loja pode ter uma esteira para ele correr, e se aproxima do consumidor”, explica. Em municípios do interior e em bairros mais afastados, esse papel cresce ainda mais porque já há um relacionamento mais próximo com as pessoas. Com as informações do consumidor, a loja pode mandar uma mensagem sobre o lançamento de um produto ou realização de um evento, onde ela oferece massagens ou um lanche. “O lojista pode presentear o cliente que comprar com uma massagem facial, por exemplo”, explica. A consultora dá o exemplo da Adidas, que só vende lançamentos na loja física. Quem é cadastrado no site, recebe as ofertas especiais de lançamentos, que não são oferecidos em plataformas. “A loja física muda de papel, vira uma comunidade, onde as mulheres se juntam para falar de moda. Há uma tendência da personalização no varejo”, indica.