Com as novas normas, a empresa deve garantir não só a segurança física, mas também a saúde mental do trabalhador. A engenheira do trabalho Karine Gomes, do Grupo Kaeng, lembra que, como a Previdência Social tem registrado um número alto de afastamentos por transtornos mentais, a NR-1 foi atualizada para que os empresários analisem a gestão e realizem este plano de ação, atualizando o Gerenciamento de Riscos Operacionais, que já é obrigatório para empresas que operam no regime CLT e fiscalizado pelo Ministério do Trabalho. Mas, diante da pressão do meio empresarial, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) já anunciou que estuda adiar, pela segunda vez, as atualizações da NR-1. Todavia, um grupo de oito entidades ligadas à saúde e segurança do trabalho entregou ao ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, uma carta solicitando a aplicação imediata das regras, com penalização às empresas que não implantarem as mudanças. Na prática, isso significa passar a fiscalizar e penalizar a partir de 26 de maio.