A cidade de Cristalina é a que mais recebe recursos do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) advindo dos pedágios em Goiás da BR-040 e da BR-050. Ultrapassa os R$ 2 milhões. Porém, também é o município em que apesar do recurso a praça de pedágio ainda incomoda e é driblada. “A gente tentou dialogar com a empresa, tentou acertar um acordo, mas não foi possível”, pontua o prefeito Daniel Sabino Vaz, o Daniel do Sindicato (PSB) sobre a negociação para que a cobrança ocorresse em local mais afastado do trânsito frequente de moradores e produtores.Sem encontrar uma saída, ele afirma que uma estrada paralela ao pedágio da BR-040 é utilizada e a Prefeitura faz a manutenção dela. “Claro que passa alguém que não é da cidade, mas isso é devido não quererem um acordo, porque queríamos beneficiar só os moradores”, diz.O prefeito ressalta que de nenhuma forma é contra a cobrança de pedágio, mas que há uma particularidade no caso. “Um pedágio no perímetro urbano prejudica o cidadão. No projeto original, seria a seis quilômetros na frente, o que ajudaria, mas dentro do perímetro urbano tem vários segmentos que precisam transitar ali.”Por outro lado, afirma que as boas condições das rodovias concedidas à iniciativa privada são importantes além do recolhimento do imposto, que se reverte em recursos especialmente para educação, como para o custeio de 460 bolsas universitária, e também outras demandas. “No caso da BR-040, tem obra paralisada, estão com problemas, mas na BR-050 as obras estão andando. Não somos contra a privatização”, frisa.Sobre a “fuga” do pedágio, segundo a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) esclarece constitui séria infração de trânsito e a ideia de que precisariam existir rotas alternativas não pedagiadas para justificar a cobrança da tarifa não tem suporte na lei e nem na Constituição, de acordo com os tribunais superiores.