Athos tem apenas 8 meses e o passatempo favorito é brincar. Com apetite aguçado, se dependesse dele, a ração seria bem mais farta do que sua dona, a enfermeira Diana Romanelli, 30 anos, costuma dar. O rigor na alimentação do cãozinho da raça schnauzer tem motivo nobre: evitar doenças. Diana sabe que para manter o companheiro feliz e saudável por muito tempo é necessário ficar atenta à qualidade da ração e dos alimentos fornecidos.“Ele só come ração e, às vezes, um pedaço de banana, fruta que adora. O veterinário me alertou que a raça tem tendência a ter problemas urinários, por isso redobro a atenção. Também fazemos muitas atividades físicas. Caminhamos duas vezes ao dia no Parque Flamboyant”, conta Diana.Outra tendência dos schnauzers é ter colesterol alto. Assim como nos humanos, cães e gatos sofrem com o problema e os índices devem ser monitorados e controlados para evitar problemas como pancreatite, derrames e convulsões.Nos pets, a doença ganha o nome de hiperlipidemia e, por causa das similaridades das duas doenças, é considerada o colesterol alto canino. “O sinal de alerta em relação ao colesterol no cães ocorre quando seus valores estão acima de 750 mg/dl, hipercolesterolemia severa, predispondo o desenvolvimento de aterosclerose estando mais suscetíveis a desenvolverem diabetes mellitus e hipotireoidismo”, explica a veterinária Patrícia Pontes. Quando existe aumento de colesterol e triglicerídeos, o veterinário precisa primeiro investigar doenças hormonais e metabólicas.O colesterol é avaliado junto com os triglicerídeos, e o aumento dos dois pode trazer vários problemas ao organismo, como a resistência insulínica, aterosclerose, podendo também estar associado à obesidade. A causa normalmente é parecida com o que acontece com os humanos, um misto de sedentarismo com obesidade. “O dono contribui para o aumento do colesterol e triglicerídeos quando oferece dietas com alta densidade energética, quantidade de alimento e número de refeições aumentadas, fornecimentos de petiscos e sobras de mesa, levando como consequência também ao excesso de peso”, alerta.Vômito, diarreia, dor e inchaço abdominal, convulsões e até nódulos de gordura na pele são alguns dos sintomas da doença. Além dos schnauzer, poodle, spaniel bretão, pastor-de-shetland, collie e beagle são raças mais propensas a ter colesterol alto. Contudo isso não significa que as demais raças não desenvolvam a doença. “Devemos incluir a dosagem de colesterol, triglicerídeos e glicemia nos exames de check-up anual em pacientes saudáveis acima de 5 anos, senis, obesos ou raças que tenham predisposição. Em pacientes que apresentam desordens endócrinas, pancreatite e colestases, a doença da vesícula biliar, o ideal seria realizar a dosagem de colesterol e triglicerídeos a cada seis meses”, orienta a veterinária.