O técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, disse após a vitória deste sábado (6) contra o Egito por 2 a 1 que já tem uma base definida para a estreia contra Marrocos, no próximo dia 13 de junho. Mas a reta final de preparação para a Copa do Mundo tem mostrado um cenário muito mais incerto do que o italiano faz parecer. A apenas sete dias do primeiro jogo, o treinador ainda promove mudanças importantes de função, testa alternativas inesperadas e convive com lesões que embaralham o desenho que parecia consolidado ao longo do último ano. Depois de insistir bastante em um sistema com características bastante específicas, às vésperas da Copa algumas dessas premissas começaram a mudar. E a convocação não parece ter sido construída pensando nessas alterações. O caso mais evidente está na lateral direita. Durante meses, a ideia era utilizar um defensor com características mais conservadoras. Primeiro, Militão foi testado na função. Depois, Ibañez e Danilo apareceram como alternativas. Durante a última semana e no último amistoso, porém, Ancelotti resolveu dar uma oportunidade para Wesley, o único lateral do grupo com perfil mais ofensivo e capacidade de dar profundidade ao setor.