A vitória do Vila Nova por 2 a 0 sobre o Avaí, neste domingo (17), permitiu a retomada do clima vitorioso na equipe após três rodadas sem ganhar na Série B. O Tigre está com 16 pontos, muito próximo do 1º colocado. Estar no bolo dos primeiros é o objetivo do clube, sempre repetido pelo técnico Guto Ferreira, que comemorou o triunfo, mas quer melhora.“Não podemos parar por aí. Mesmo com a qualidade apresentada hoje (domingo), tem coisas a serem melhoradas e ajustadas. Todo mundo está olhando. Daqui a pouco, os outros vêm com uma estrutura para te surpreender. Esse é o campeonato. Bom que estamos ali em cima. O campeonato ainda tem muita água para passar debaixo da ponte”, falou Guto Ferreira.A vitória deste domingo (17) foi construída com gols de Bruno Xavier e Dudu. O Tigre vinha de dois empates (com Ceará e Athletic) e uma derrota (para o Goiás) na Série B. Na próxima rodada, o Vila joga contra o América-MG fora de casa, no domingo (24), às 18h30.Guto descreveu o que foi a partida do Vila Nova no OBA, com domínio total colorado no primeiro tempo e um equilíbrio no segundo.“A equipe teve o comportamento ideal para cada momento da partida. Entramos querendo tomar conta do jogo e não deixar o Avaí respirar. E foi o que aconteceu no primeiro tempo. Fizemos uma marcação muito forte e deu resultado. Eles praticamente não conseguiram respirar. As bolas que chegaram no Helton Leite foram bolas atrasadas ou levantas sem perigo algum. Chute a gol não teve. No segundo tempo não voltou totalmente igual, mas controlamos.”Contra o América-MG fora de casa, Guto Ferreira quer o Vila Nova forte, como descreveu em analogias do mundo animal.“A busca é sempre manter o padrão que temos em casa também fora de casa. Não mudamos nossa maneira de jogar. Quem joga em casa, e isso é comprovado pela psicologia, que quem defende seu território... Isso é um princípio animal. Nós defendemos nosso território. O leão defende o território dele. O que o cachorro faz, de urinar no poste, é defender território. Há estudo da psicologia que comprova isso. Estatistacamente, a maiora dos times da casa vence por causa dessa questão, desse ímpeto, do apoio do torcedor, mas, principalmente, essa defesa de território mentalmente. Temos que chegar fora de casa com um ímpeto parecido. Temos conseguido. Talvez não como aqui, mas próximo.”