O Atlético-GO chega motivado para o clássico do próximo sábado (15), diante do Vila Nova, no Estádio Antônio Accioly, por estar no melhor momento dele dentro da Série B. O Dragão se aproximou pela primeira vez do G6 e está a dois pontos do adversário, que soma 34 pontos. O contexto atual é bem diferente do jogo entre os dois clubes no 1º turno.Em 4 de abril, data do jogo do 1º turno, o time atleticano vinha de duas derrotas na Série B, ainda vivia a ressaca pela perda do título para o Goiás na final do Campeonato Goiano e tinha o técnico Eduardo Souza começando trabalho no clube. Roger Silva, o atual treinador, também tem um mês de clube e se vê num momento melhor do que o do antecessor – o ex-goleiro e auxiliar Renan Brito comandou após a saída de Eduardo Souza.Roger Silva chega para o primeiro clássico à frente do Dragão com boas opções, o time embalado, a torcida como aliada e o adversário numa fase de queda técnica. Será um grande teste para o jovem treinador, como foi o clássico para Eduardo Souza no 1º turno.No clássico do 1ª turno, Eduardo se aproximava também do primeiro mês de trabalho, mas já sentia a pressão, pois o time sofreu duas derrotas seguidas na Série B nas rodadas iniciais – foi batido por Operário-PR (1 a 0) e Náutico (2 a 1). Vencer o Vila Nova era essencial para diminuir a pressão interna, mas isso não ocorreu. O Atlético-GO perdeu os três primeiros jogos na Série B e, até hoje, os pontos fazem falta na disputa pelo acesso.No clássico, o Dragão levou a virada num pênalti contestado, de Igor Henrique, e na falha gritante do goleiro Vladimir. Titular antes daquela partida, Paulo Vitor foi barrado pela comissão técnica, sob argumentação de que precisava recuperar a condição técnica. Vladimir falhou na saída de bola, levou o gol e perdeu a condição de segundo goleiro para Paulo Henrique após o clássico. O revés para o Vila Nova (2 a 1) foi duro golpe para o Atlético-GO, que havia eliminado a equipe alvirrubra na semifinal do Goianão, mas o Atlético-GO bancou a continuidade do treinador no cargo, pois o time estava em reformulação – o lateral Ewerthon, o volante Cristiano, o meia Assis e os atacantes Léo Tocantins, Gustavo Coutinho e Geovany Soares, que haviam chegado ao clube para reforçá-lo na Série B e na Copa do Brasil, disputaram o clássico.O time atleticano teve Vladimir; Ewerthon, Tito, Junior Barreto e Guilherme Lopes; Cristiano (Ariel), Igor Henrique e Assis (Guilherme Marques); Marrony (Gustavo Coutinho), Léo Jacó (Léo Tocantins) e Geovany Soares (Bruno José). O atacante Léo Jacó foi emprestado ao futebol português, Tito perdeu a posição para Adriano Martins e o goleiro Vladimir deixou de ser a primeira opção para a volta de Paulo Vitor à titularidade.Geovany Soares foi um dos destaque, pois fez o cruzamento para o gol de cabeça de Marrony no OBA. Agora, nas últimas duas partidas, o jogador desencantou e marcou dois gols, na vitória sobre o Operário-PR (3 a 1) e no empate (1 a 1) com o Náutico. Ele teve uma queda técnica, mas recuperou o bom futebol depois que o clube reforçou o elenco com outros atacantes. Gustavo Coutinho é goleador do time na Série B (nove gols).No 2º turno, o Atlético-GO anunciou a contratação de dez jogadores, regularizou sete deles e seis fizeram a estreia no Recife contra o Náutico - apenas o volante Netinho não jogou. Eles são apontados como opções do elenco para elevar a competitividade interna e podem ser aproveitados no clássico, diante da torcida atleticana. Os volantes Henrique Freitas, Daniel Peixoto e Netinho, os atacantes João Pedro e Gustavo Maia e o lateral esquerdo Yuri Silva podem ser relacionados para o clássico, assim como o meia Marrony e o lateral esquerdo Guilherme Lopes, que não jogaram no Recife porque estavam suspensos.