Os últimos jogos do Atlético-GO deixam aberta a disputa pela camisa 1 na sequência desta temporada. Depois de herdar vaga de Paulo Vitor, Vladimir falhou no gol que resultou na virada do Vila Nova sobre o Dragão no último sábado (4), o que faz com que a terceira opção do técnico Eduardo Souza, o goleiro Paulo Henrique, de 31 anos e que deve jogar pela segunda vez nesta terça-feira (7), diante do Cuiabá-MT, pela Copa Centro-Oeste, apareça como possibilidade.Paulo Henrique corre por fora na disputa pela titularidade, mas poderá ganhar pontos valiosos caso tenha boa atuação na segunda chance que terá atuando. Dependerá muito dele, de passar segurança e não cometer falhas. A contratação de Paulinho, como é chamado, era um desejo do presidente do clube, Adson Batista, desde o ano passado. Mas a chegada dele ao Dragão se deu numa emergência, após o prata da casa Léo ter fraturado a mão - ele deve ficar fora dos treinos por cerca de dois meses.Adson Batista foi ao Anápolis e pagou pela multa rescisória do goleiro - valor não revelado - para confirmar a transferência no dia 26 de março, antes do fechamento da janela da CBF para transferência de jogadores.Paulo Henrique disputou 49 jogos pelo Anápolis, desde o ano passado. Era dono da posição, ficou fora só uma vez no Goianão de 2025, está com ritmo de jogo e foi escolhido como melhor goleiro do Estadual 2025. No Galo da Comarca, teve respeito da direção, torcida e do elenco e foi importante para que o clube permanecesse na Série C. Era uma liderança respeitada, apesar de ser discreto.Tecnicamente, é considerado um goleiro ágil, técnico e que sabe jogar com os pés, exigência no futebol atual, mas que não é bem digerida no Atlético-GO e foi justamente o que causou a falha de Vladimir na última rodada da Série B.Ano passado, na estreia do técnico Gabardo Júnior no Anápolis, na derrota (3 a 0) para o São Bernardo-SP, Paulo Henrique errou uma saída de bola com os pés, o que resultou em gol sofrido pelo Galo da Comarca. Se for usar os pés, terá de ser assertivo.Na visão dele, a chegada ao Atlético GO é para “ajudar, seja na Série B, Copa do Brasil ou Copa Centro-Oeste”, como disse o goleiro, que foi destaque na base do Goiás, principalmente na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2013, quando se destacou nas defesas de pênaltis e foi vice-campeão do torneio. Mas não teve chances e acredita que, 13 anos depois, se encontra mais preparado e maduro para atuar. “Goleiro que sobe da base é um pouco complicado. Quando subi, acredito que não estava pronto. Hoje, é completamente diferente, com 31 anos”, comparou Paulo Henrique.No Atlético GO, alguns goleiros reservas se tornaram donos da posição quando tiveram chances. Márcio chegou em 2007 como reserva de Fábio Noronha. Jean gerou muita polêmica ao ser contratado, em 2020, mas ganhou a vaga de Kozlinski e se destacou com as mãos e os pés, pois se tornou cobrador de pênaltis. O último foi Ronaldo - de terceira opção, passou a aproveitar a chance após falhas de Renan e Luan Polli.Neste período de instabilidade na posição, a chance pode cair no colo de Paulo Henrique, inclusive por dúvida em relação ao futuro de um dos goleiros do clube. A situação de Paulo Vitor continua em “avaliação”, segundo Adson Batista. O goleiro barrado no clássico treinou na manhã de sábado (4) e nesta segunda-feira (6), ao lado de Vladimir.O elenco só tem Paulo Vitor, Vladimir e Paulo Henrique como opções. O clube terá de esperar a abertura da próxima janela para contratar novos jogadores.