O paranaense Robson Gomes, de 61 anos, é a principal novidade do Atlético-GO na semana em que o time se prepara para jogar contra o Ceará, na Arena Castelão, neste sábado (9). Robson Gomes é o novo preparador físico do clube e já viaja com a delegação atleticana para Fortaleza, tamanha é a urgência que o tema preparação física tem sido tratado internamente. Com mais de 30 anos de profissão, Robson Gomes inicia ciclo no terceiro clube goiano na carreira dele - trabalhou no Vila Nova (1998, com o técnico Paulo Comelli), mas os serviços mais relevantes foram no Goiás por quatro vezes alternadas: 1999 a 2002, 2008 a 2010, 2011 a 2014 e, por último, em 2019 - na maioria delas, fez parte da equipe do técnico Hélio dos Anjos.Segundo ele, foram 581 jogos e nove anos e meio de trabalho no Goiás. Um dos filhos dele, Matheus, nasceu em Goiânia. Agora, o profissonal chega ao Atlético-GO com a missão de dinamizar a preparação física do elenco.O rendimento tem sido criticado publicamente pelo presidente, Adson Batista, há alguns jogos. Robson Gomes estava no Al-Hussein (Jordânia), junto com o técnico Ney Franco. Eles voltaram ao Brasil no fim de semana, tinham outras propostas, mas para iniciar na metade do ano. Robson gostou do convite de Adson Batista e o acerto foi rápido.“A estrutura que o clube (Atlético-GO) oferece, através de todos os departamentos, possibilita, numa dosagem específica, fazer uma carga de trabalho. A partir disso, temos o trabalho, a recuperação, e, o mais depressa possível, tentar agregar valências físicas para esse instante”, disse o preparador físico.Em outras palavras, ele foi contratado para fazer o elenco render mais e recuperar alguns jogadores que, na avaliação de clube, podem apresentar mais nos jogos. Como o Dragão faz duas partidas seguidas - contra Ceará (sábado, 9) e Athletico-PR (quinta-feira, 14) -, o ideal é “usar a inteligência dos atletas que têm essa carga (física) adquirida”, disse Robson.Na vivência dele no futebol, a preparação física passou por mudanças nos últimos anos. “Estudo muito mais hoje do que quando eu me formei.” Sobre a preparação física no futebol, Robson Gomes explicou que é preciso “correr em intensidades diferentes”.“Na década de 70, tínhamos uma intensidade que beirava os 18, 20 km/h. Hoje, beira os 30 km/h. Mudaram-se as exigências e, para suportar estas exigências, é preciso ter um aporte para suportar estas exigências. Como você faz um tiro de velocidade se não tem um lastro de musculação anterior? Aí, entram o trabalho de força, de potência”, detalhou o novo membro da comissão técnica do Atlético-GO.Nos últimos dias, sinais de mudanças foram explicitados por Adson Batista sobre a preparação física do elenco após os jogos. Após criticar a queda de rendimento do time no segundo tempo, o dirigente decidiu promover a mudança no departamento físico do clube. O responsável pela área, Anderson Kuki, agora será auxiliar do setor.“Ele (Robson Gomes) vai recuperar este departamento, vai fazer o time correr como sempre corremos. Nós corremos mais do que todo mundo”, citou Adson Batista, que espera um “trabalho de excelência” de Robson no clube.“Esperamos que, com a chegada do Robson (Gomes), possamos trabalhar melhor o individual. Cada jogador tem as suas características”, apontou o dirigente, citando que o preparador físico foi contratado pela “experiência e bons serviços prestados” no futebol.Adson Batista lembrou do trabalho de Jorge Soter (atualmente no Vila Nova) no CT do Dragão e disse que Robson Gomes tem características parecidas de gestão. Nos últimos anos do Atlético-GO, na maior parte deles a preparação física teve dois profissionais: Jorge Soter (trabalhou no Dragão em quatro passagens) e o auxiliar do clube, Diego Inácio (está no Santa Cruz).Em alguns períodos, outros nomes atuaram no Atlético-GO, como Valdir Júnior (campeão na Série B de 2016), Luis Fernando Goulart (demitido em 2023, após derrota para o Goiânia no Estadual) e Bené Lima (passou pelo clube nos primeiros meses de 2016, antes da Série B daquele ano).